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Publicado em 20 de janeiro de 2026
A confiança, que antes era um ponto de partida para as lideranças, hoje é uma conquista diária. Em um cenário onde quase 70% das pessoas acreditam que líderes empresariais intencionalmente enganam o público, segundo o Edelman Trust Barometer 2025, não basta apenas entregar resultados, é preciso se posicionar com clareza, presença e propósito.
Isso significa que liderar com performance exige visibilidade estratégica, não autopromoção, e isso começa com uma mudança de mentalidade. Foi o que apontou a especialista em posicionamento de líderes e fundadora da agência Zilker Media, Paige Velasquez Budde.
A seguir, conheça os cinco ajustes internos que líderes de alta performance devem fazer para reconstruir a confiança e liderar com credibilidade. As informações foram retiradas de Fast Company.
Ainda é comum ver líderes tentando se esconder atrás da marca da empresa, como se a exposição pessoal fosse sinal de vaidade. Mas hoje, a confiança está atrelada à figura do líder, não apenas à reputação da organização.
Visibilidade não é ego, é responsabilidade. Assinar publicamente a missão da empresa transmite clareza, reforça valores e gera identificação com colaboradores e clientes.
Para isso, um simples post semanal no LinkedIn, conectando decisões estratégicas ao seu propósito pessoal de liderança, já é um excelente ponto de partida.
A confiança não nasce do carisma ou da autoridade formal, mas da coerência entre o discurso e a prática diária. Líderes que inspiram confiança mostram presença constante — em reuniões, canais de comunicação internos, feedbacks e até em momentos de crise.
Budde destaca que o líder de alta performance não está apenas no palco; ele está no processo. Isso significa manter conversas abertas com a equipe, demonstrar vulnerabilidade quando necessário e não esperar “grandes eventos” para se conectar com os outros.
Os líderes mais bem-sucedidos não apenas entregam bons resultados, eles criam equipes que refletem e amplificam seus valores. Isso não acontece com discursos prontos, mas com ações consistentes que inspiram o comportamento coletivo.
Na prática, isso significa que sua reputação como líder é construída, em parte, pelo que sua equipe diz sobre você quando você não está presente. Portanto, formar lideranças intermediárias, criar canais abertos de diálogo e promover cultura de pertencimento são estratégias que elevam a performance organizacional como um todo.
O silêncio pode ser interpretado como conivência ou indiferença. Budde argumenta que líderes de alta performance não se escondem diante do desconforto, eles se posicionam com rapidez, transparência e responsabilidade.
Isso não significa reagir impulsivamente, mas sim ter clareza sobre os valores que guiam sua liderança e agir com base neles. Em vez de esperar um posicionamento institucional genérico, os líderes de hoje precisam dar a cara, a voz e o tom em momentos que exigem posicionamento ético e humano.
A era do “controle da mensagem” acabou. Com as redes sociais e a descentralização da informação, os líderes não têm mais domínio total sobre a percepção pública.
O que podem — e devem — fazer é assumir a responsabilidade de manter a confiança como prioridade estratégica.
Fonte: Exame
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